Dani

Aline é uma garota em seus plenos 16 anos, moradora da capital do inferno. Menina cheia de defeitos pronta para o seu primeiro trabalho. Nada muito divertido, mas ela tinha que fazer aquilo. Estava tudo marcado, ela ia cometer seu pecado final até o fim do dia, ou melhor, nas horas iniciais do próximo dia.

O dia foi se passando, estudou boa parte dele. Sociologia, filosofia, ética… Nada de importante para sua profissão, só baboseira de velhos professores. “Esses estudiosos não tem mais nada o que fazer não. Eles não fazem sexo”, pensava ela. No fim da tarde ela estava livre, e com medo.

Chegando em casa, a primeira coisa a fazer foi se trocar.. Lembrou-se do seu falecido pai lhe falando sobre mulheres de roupas muito curtas: “São umas piranhas minhas filhas. Mulheres da vida”. Apagou tudo da mente… ”preciso do dinheiro” pensou. Maquiou-se, vermelho nos lábios. Saiu.

No trabalho estava nervosa, mas pensou no fato de pelo menos ter um local para trabalhar. Tentou transmitir a sensualidade necessária ao ofício. Só conseguiu após ouvir uma voz grave lhe dizer: “Ô gostosa, meche mais essa bunda, rebola sem medo”. Inicialmente ela rebolou por medo da voz. Contudo, não demorou muito para ela perceber que estava gostando.

Aline estava gostando muito de dançar naquele antro. Não que a música era boa, nem os homens que estavam babando por ela a excitava. Mas sim o poder sexual que ela estava sentindo é que era muito. Homens a seus pés, jogando dinheiro, enfiando notas em suas roupas.

Ao terminar da sua dança, um senhor, em seus prováveis 40 anos, a chama para seu lado. Ela se apresenta com seu novo nome: Dani Califórnia, como na música de sua banda favorita. Ele é direto, a chama para ir a um motel próximo. Ela se sente nervosa, como se fosse a primeira vez que é chamada para um encontro. Aceita com ressalvas, pois ainda é virgem. “Eu vim pra isso mesmo” ela pensa.

No quarto de motel ela se perde. Não consegue dançar direito. A excitação ficou perdida, entrou no lugar o receio da adolescente. Dani voltou a ser Aline por um momento. Lembrou-se de seus sonhos, de todas as coisas ensinadas por seu pai. Todavia, ela foi interrompida pelo seu comprador. Ele comprou uma hora daquele corpo e queria usufruir ao máximo.

Voltando a Dani, ela foi obrigada a fazer como uma profissional. Tentou até fingir orgasmo, mas não foi muito convincente. Recebeu seu preço, deixando a menina inocente para trás em forma de sangue numa colcha.

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